Archive for outubro, 2009

Problema: As laranjas ou os Laranjas?

terça-feira, outubro 27th, 2009

www.nazen.tk  |  27 de Outubro de 2009

Problema: As laranjas ou os Laranjas?

Leia abaixo respota de Gilmar Mauro, da Direção Estadual do MST em São Paulo, à crítica contundente expressada pela imprensa nacional ao episódio da ‘derrubada dos pés de Laranja’ em Fazenda paulista. O grande ‘detalhe’  não mencionado na imprensa é que tal fazenda é grilagem de terras públicas.

*Na região de Capivari, interior de São Paulo, quando alguém exagera, tem uma expressão que diz: “Pare de Show“!* É patético ver Senadores(as), Deputados(as) e outros tantos “ilustres” se revezarem nos microfones em defesa das laranjas da Cutrale. Muitos destes, possivelmente, já foram beneficiados com os “sucos” da empresa para suas campanhas, ou estão de olho para obter as “vitaminas” no próximo pleito. Mas nenhum deles levantou uma folha para denunciar o grande grilo do complexo Mansões.


Pés de laranja são derrubados em fazenda 'grilada' no interior de São Paulo
Pés de laranja são derrubados em fazenda ‘grilada’ no interior de São Paulo


AS LARANJAS, E NÃO PODERIA TER PLANTA MELHOR, SÃ O A TENTATIVA DE

JUSTIFICAR A GRILAGEM DA ‘CUTRALE’ E OUTRAS EMPRESAS NA REGIÃO.

PASSAR POR CIMA DAS LARANJAS, É PASSAR POR CIMA DO GRILO E DA

CORRUPÇÃO QUE MANTÉM ESTA SITUAÇÃO A TANTO TEMPO.

Não é a primeira vez que ocupamos este latifúndio. Eu mesmo ajudei a fazer a primeira ocupação na região em 1995 para denunciar o grilo e pedir ao Estado providências na arrecadação das terras para a Reforma Agrária. Passados quase 10 anos, algumas áreas foram arrecadadas e hoje são assentamentos, mas a maioria das terras continua sob o domínio de grandes grupos econômicos. E mais. a Cutrale instalou-se lá a 4 ou 5 anos, sabendo que as terras eram griladas e, portanto, com claro interesse na regularização das terras a seu favor. Para tal, plantou “laranjas”! Aliás, parece ter “plantado um laranjal no Congresso Nacional e nos meios de comunicação”. O que não é nenhuma novidade!

Durante a nossa marcha Campinas-São Paulo em agosto, um acidente provocou a morte da companheira Maria Cícera, uma senhora que estava acampada a 09 anos lutando para ter o seu pedaço de terra e morreu sem tê-la. Esta senhora estava acampada na região do grilo, mas nenhum dos “ilustres” defensores das laranjas pediu a palavra para denunciar a situação. Nenhum dos ilustres, fez críticas para denunciar a inoperância do Estado, seja executivo, judiciário…, em arrecadar as terras que são da União para resolver o problema da Dona Cícera e das centenas de famílias que lutam por um pedaço de terra naquela região, e das milhares no País. Poucos no Congresso Nacional levantam a voz, pra não dizer outra coisa, para garantir que sejam aplicadas as leis da Constituição que fala da *FUNÇÃO SOCIAL DA TERRA: *

a) Produzir na terra;

b) Respeitar a legislação ambiental

c) Respeitar a legislação trabalhista.

Não preciso delongas para dizer que a Constituição de 88 não foi cumprida. E falam de Estado Democrático de Direito! Pra quem? Com certeza eles só vêem o artigo que defende a propriedade a qualquer custo. Este Estado Democrático de Direito para alguns poucos, é o Estado garantidor da propriedade, da concentração de terras e riquezas, de repressão e criminalização para para os Movimentos sociais e a maioria do povo.

Para aqueles que se sustentam na/da “pequena política”, com microfones disponíveis em rede nacional, e acreditam que a história terminou, de fato, encontram nestes episódios a matéria prima para o gozo pessoal e, com isso, só explicitam a sua pobreza subjetiva. E para eles, é certo, a história terminou. Mas para a grande maioria, que acredita que a história continua, que o melhor da história se quer começou, fazem da sua luta cotidiana espaço de debate e construção de uma sociedade mais justa. Acreditam ser possível dar função social a terra e a todos os recursos produzidos pala sociedade. Lutam para termos uma agricultura que produza alimentos saudáveis em benefício dos seres humanos sem devastação ambiental. Querem e, com certeza terão, um mundo que planeje, sob outros paradigmas que não o do lucro e da mercadoria, a utilização das terras e dos recursos naturais para que as futuras gerações possam, melhor que hoje, viver em harmonia com o meio ambiente e sem os graves problemas sociais.

A grande política exige grandes homens/mulheres, não os diminutos políticos (Não no sentido do porte físico) da atualidade; a grande política exige grandes projetos e uma subjetividade rica (não no sentido material) que permita planejar o futuro plantando as sementes aqui e agora . Por mais otimista que somos, é pouco provável visualizar que “laranjas” possam fazer isso.

Aliás, é nas crises, é nos conflitos que se diferenciam homens de ratos, ou, laranjas de homens.

Gilmar Mauro- Direção Estadual MST/SP

CPI do MST é CPI do ódio de classe

segunda-feira, outubro 26th, 2009
Dr. Rosinha, deputado federal (PT-PR)

Dr. Rosinha, deputado federal (PT-PR)

Deputado Federal, Dr. Rosinha diz que CPI do MST é CPI do ódio de classe

www.nazen.tk   |  de:  www.drrosinha.com.br

A constituição de uma CPI mista para investigar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), cogitada a partir do desejo raivoso dos ruralistas e viabilizada graças ao apoio ostensivo da mídia privada, é reflexo da influência que setores conservadores ainda mantêm sobre a sociedade brasileira.

Também é sintoma da fragilidade de parte da base de apoio do governo Lula, formada por alguns parlamentares sem compromisso com o governo que dizem apoiar.

Com uma atuação internacionalmente reconhecida, o MST foi recentemente classificado pelo intelectual norte-americano Noam Chomsky, professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, como “o mais importante movimento de massa do mundo”.

A quem interessa criminalizar o MST? A quem interessa demonizar um movimento social com 25 anos de serviços prestados à justa causa da reforma agrária?

A resposta é simples: aos latifundiários e aos grandes detentores do capital financeiro, nacional e transnacional, que controlam boa parte da agricultura no país.

Os dados do censo agropecuário do IBGE, divulgados há poucas semanas, revelam que menos de 15 mil fazendeiros são donos de mais de 98 milhões de hectares. Em termos percentuais, 1% dos proprietários rurais detém a titularidade de 46% da terra no país.

O que incomoda a bancada ruralista e os setores por ela defendidos no Congresso é o fato de o MST simplesmente existir. E lutar pela distribuição das terras no campo.

Aos olhos dos ricos, os pobres não têm o direito de se organizar, de se manifestar em defesa de seus direitos.

Além de criminalizar o MST, os ruralistas desejam adiar a reforma agrária. Ao se contrapor, por exemplo, à revisão dos índices de produtividade —medida determinada em lei— demonstram todo o caráter reacionário e ilegal de sua posição.

Esses índices determinam se uma fazenda é ou não improdutiva. Criados em 1975, estão defasados. Não levam em conta os avanços tecnológicos da agricultura, o que facilita aos fazendeiros alcançar os indicadores mínimos e evitar desapropriações.

A legislação brasileira determina o seu ajuste “periódico”. Com novos índices, o número de imóveis que não cumprem sua função social disponíveis para a reforma agrária cresceria no país.

Sem discurso diante do sucesso do governo Lula, os três principais partidos de direita hoje no Brasil, DEM, PSDB e PPS, estão desnorteados, à procura de alguma tábua de salvação para se agarrar. Assim como em outros episódios, tentam da fazer da CPI do ódio de classe contra o MST um palanque eletrônico, com vistas à eleição de 2010.

O MST já afirmou que não teme a CPI. O Partido dos Trabalhadores e o governo, também não.

Com um requerimento sem fato determinado, que de tão genérico permite a investigação desde cooperativas em geral até evasão de divisas, passando pelo crime organizado, grilagens de terra e uma infinidade de outros temas, a comissão pode vir a se debruçar, entre outros casos, sobre as contas das entidades patronais do agronegócio.

Sabemos que o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Serviço de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), duas entidades patronais, receberam mais de R$ 1,1 bilhão em recursos públicos entre 2000 e 2006. E que parte desses recursos foi utilizada ilegalmente pelas federações que representam os interesses dos fazendeiros.

Que tal investigarmos também o cartel internacional das indústrias de suco de laranja, liderado pela Cutrale, que atua em terras públicas griladas no Estado de São Paulo?

Embora tenha sido minimizado pela mídia, é público o fato de que há cerca de uma década o Incra (Instituto Nacional de Reforma Agrária) reivindica na Justiça a posse da fazenda Santo Henrique, ilegalmente ocupada pela Cutrale.

Contra o ódio de classe dos ruralistas e de sua raiva anti-MST, vamos mais uma vez comprovar a legitimidade do movimento e da agricultura familiar, como contraponto ao latifúndio e ao agronegócio.

O IBGE já comprovou que, dos produtos consumidos pelos brasileiros, 70% do feijão, 87% da mandioca, 58% do leite, 46% do milho e 34% do arroz são produzidos pelos pequenos agricultores.

Apesar de as propriedades com menos de dez hectares ocuparem apenas 2,7% da área total dos imóveis rurais, a agricultura familiar gera 74,4% dos empregos no campo.

Toda denúncia deve ser investigada pelos órgãos competentes. Sim à reforma agrária, não à criminalização dos movimentos sociais.

Dr. Rosinha, deputado federal (PT-PR), é coordenador da Frente da Terra,
que defende a reforma agrária no Congresso Nacional.

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Vale ver também as publicações  recomendadas no site do deputado:

http://drrosinha.com.br/publicacoes/

Culpando Israel, Palestinos dizem que tão cedo não haverá diálogo

segunda-feira, outubro 26th, 2009

Blaming Israel, Palestinians say no talks soon

www.nazen.tk |   Culpando Israel, Palestinos que tão cedo não haverá diálogo

Mon Oct 26, 2009 6:42am EDT    |       Reuters     |    By Mohammed Assadi

RAMALLAH, West Bank (Reuters) – Israeli-Palestinian peace talks are unlikely to resume in the near future, Palestinian chief negotiator Saeb Erekat said on Monday, blaming Israel for the impasse and urging Washington to do the same.

“The gap is still wide and Israel does not give a single sign of meeting its obligations under the road map, halting settlement activities and resuming negotiations where they left off,” he told Voice of Palestine radio.

“I do not see any possibility for restarting peace talks in the near future,” he said, in an assessment echoed by Israeli government officials.

The U.S.-backed peace “road map” of 2003, which charts a course to Palestinian statehood, commits Israel to halting settlement activity in the occupied West Bank.

“If President (Barack) Obama’s administration cannot make Israel abide by its commitments, it has to announce that Israel is the party that is obstructing the launching of peace negotiations,” Erekat said, referring the road map agreements.

Resisting U.S. pressure to comply, Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu has ruled out a complete cessation of construction within settlements, saying the needs of growing settler families must be accommodated.

Israel also accuses Palestinians of failing to meet their road map commitments to curb violence and incitement against Israel, notably by Hamas Islamists who control the Gaza Strip.

LAND FOR PEACE

Netanyahu has rejected Palestinian demands to abide by what they said were land-for-peace understandings reached with his predecessor, Ehud Olmert, in a year of negotiations that followed a U.S.-sponsored peace conference in November 2007.

Israeli government officials, speaking on condition of anonymity, said talks with the Palestinians were unlikely in the coming months.

They expressed doubt that Palestinian President Mahmoud Abbas could show flexibility toward Israel before planned Palestinian elections in January, opposed by Hamas. Netanyahu has called on Abbas to resume negotiations immediately without preconditions.

On Thursday, U.S. Secretary of State Hillary Clinton gave Obama a less-than-glowing assessment of Middle East peace efforts.

Her report followed separate meetings in Washington between Obama’s Middle East envoy George Mitchell and Israeli and Palestinian negotiators aimed at narrowing the gap and restarting direct talks suspended since December.

Obama is sending Mitchell back to the region for a fresh attempt at restarting peace talks, and Clinton would consult Arab foreign ministers on the subject in Morocco on November 2 and 3, a U.S. administration official said last week.

Few analysts believe there is a high risk of Palestinian frustration turning into a new uprising of the kind seen in the years of Intifada from 2000. However, clashes between youths and Israeli police around Jerusalem’s al-Aqsa mosque, most recently on Sunday, have aroused concerns about instability.

(Additional reporting by Ali Sawafta in Ramallah; Writing by Jeffrey Hellerin Jerusalem; Editing by Alastair Macdonald and Andrew Dobbie)

Manifesto em defesa do MST

sábado, outubro 24th, 2009

Manifesto em defesa do MST

Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais

Movimento Sem Terra - Brasil

Movimento Sem Terra - Brasil

As grandes redes de televisão repetiram à exaustão, há algumas semanas, imagens da ocupação realizada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em terras que seriam de propriedade do Sucocítrico Cutrale, no interior de São Paulo. A mídia foi taxativa em classificar a derrubada de alguns pés de laranja como ato de vandalismo.

Uma informação essencial, no entanto, foi omitida: a de que a titularidade das terras da empresa é contestada pelo Incra e pela Justiça. Trata-se de uma grande área chamada Núcleo Monções, que possui cerca de 30 mil hectares. Desses 30 mil hectares, 10 mil são terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas e 15 mil são terras improdutivas. Ao mesmo tempo, não há nenhuma prova de que a suposta destruição de máquinas e equipamentos tenha sido obra dos sem-terra.

Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários desejando produzir alimentos.

Bloquear a reforma agrária

Há um objetivo preciso nisso tudo: impedir a revisão dos índices de produtividade agrícola – cuja versão em vigor tem como base o censo agropecuário de 1975 – e viabilizar uma CPI sobre o MST. Com tal postura, o foco do debate agrário desloca-se dos responsáveis pela desigualdade e concentração para criminalizar os que lutam pelo direito do povo. A revisão dos índices evidenciaria que, apesar de todo o avanço técnico, boa parte das grandes propriedades não é tão produtiva quanto seus donos alegam e estaria, assim, disponível para a reforma agrária.

Para mascarar tal fato, está em curso um grande operativo político das classes dominantes objetivando golpear o principal movimento social brasileiro, o MST. Deste modo, prepara-se o terreno para mais uma ofensiva contra os direitos sociais da maioria da população brasileira.

O pesado operativo midiático-empresaria l visa isolar e criminalizar o movimento social e enfraquecer suas bases de apoio. Sem resistências, as corporações agrícolas tentam bloquear, ainda mais severamente, a reforma agrária e impor um modelo agroexportador predatório em termos sociais e ambientais, como única alternativa para a agropecuária brasileira.

Concentração fundiária

A concentração fundiária no Brasil aumentou nos últimos dez anos, conforme o Censo Agrário do IBGE. A área ocupada pelos estabelecimentos rurais maiores do que mil hectares concentra mais de 43% do espaço total, enquanto as propriedades com menos de 10 hectares ocupam menos de 2,7%. As pequenas propriedades estão definhando enquanto crescem as fronteiras agrícolas do agronegócio.

Conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT, 2009) os conflitos agrários do primeiro semestre deste ano seguem marcando uma situação de extrema violência contra os trabalhadores rurais. Entre janeiro e julho de 2009 foram registrados 366 conflitos, que afetaram diretamente 193.174 pessoas, ocorrendo um assassinato a cada 30 conflitos no 1º semestre de 2009. Ao todo, foram 12 assassinatos, 44 tentativas de homicídio, 22 ameaças de morte e 6 pessoas torturadas no primeiro semestre deste ano.

Não violência

A estratégia de luta do MST sempre se caracterizou pela não violência, ainda que em um ambiente de extrema agressividade por parte dos agentes do Estado e das milícias e jagunços a serviço das corporações e do latifúndio. As ocupações objetivam pressionar os governos a realizar a reforma agrária.

É preciso uma agricultura socialmente justa, ecológica, capaz de assegurar a soberania alimentar e baseada na livre cooperação de pequenos agricultores. Isso só será conquistado com movimentos sociais fortes, apoiados pela maioria da população brasileira.

Contra a criminalização das lutas sociais

Convocamos todos os movimentos e setores comprometidos com as lutas a se engajarem em um amplo movimento contra a criminalização das lutas sociais, realizando atos e manifestações políticas que demarquem o repúdio à criminalização do MST e de todas as lutas no Brasil.

A “Guerra do Rio de Janeiro” é vista pelo mundo

sábado, outubro 17th, 2009

A Guerra do Rio de Janeiro é vista pelo mundo.


A Guerra do Rio de Janeiro

A Guerra do Rio de Janeiro

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World shows “The War in Rio”

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Confira o que disseram alguns jornais ingleses.
Check out what some british newspapers published about it

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Telegraph UK

Rio de Janeiro drug traffickers shoot down police helicopter

Two Brazilian policemen were killed on Saturday after their helicopter came under fire from suspected traffickers in a Rio slum.

The aircraft made a forced landing in the Morro dos Mocacos favela after the pilot was shot in the leg, but then burst into flames with two officers trapped inside. Two others, including the pilot, managed to escape. A fierce gunbattle then erupted as more than 100 policemen, backed by armoured vehicles and special forces, rushed into the area to regain control.

The helicopter had originally been responding to a turf war between rival drug gangs that erupted in the neighbourhood shortly before dawn.

The remains of a police helicopter: Drug traffickers shoot down police helicopter in Rio

The Brazilian police helicopter shot down by drug traffickers in Rio de Janeiro Photo: AFP/GETTY

At least seven other people were reported killed during the violence – four of them found dead in a car – and eight more were wounded as trouble spread, according to Brazilian news reports. Some of the bullets from the shootouts hit a nearby school, causing a short circuit that turned into a blaze.

Police struggled to contain the unrest and stop it spreading to more upmarket areas frequented by tourists.Local businesses near to the favelas closed their doors and bus companies ordered their vehicles off the streets after angry residents ordered passengers from at least 10 buses and then torched them with Molotov cocktails.At the entrance to at least one favela, residents manning barricades of burning tyres attacked police cars.

The violence began in the early hours of Saturday morning after traffickers from the Morro do São João favela invaded the Morro dos Macacos favela in a bid to seize control of the drug business there.Rio has more than 1,000 shantytowns, most of which are controlled by one of three organised crime gangs. The violence was the worst in Rio de Janeiro for several years. Similar disturbances effectively closed down the city for several days in 2002 and 2007.

More than 6000 people are killed every year in the state of Rio de Janeiro, 1000 of them by police.The incident comes just weeks after the city was awarded the 2016 summer Olympics.

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The Guardian UK The Observer UK

Twelve dead and helicopter downed as Rio de Janeiro gangs go to war

Host City of the 2014 World Cup and 2016 Olympics shaken by violence as warlords battle for control of the cocaine trade

Two weeks after Rio de Janeiro celebrated winning the 2016 Olympic Games, the Brazilian city was tonight bracing itself for a further night of violence after an intense gun battle erupted in one of the city’s favelas and a police helicopter was shot down, killing two officers.

The violence, intense even by Rio’s standards, began in the Morro dos Macacos, a hillside area in northern Rio. The shanty town, controlled by the Amigos dos Amigos (Friends of Friends) drug faction, one of three heavily armed cocaine gangs that control many of Rio’s 1,000-odd slums, was reportedly invaded in the early hours of Saturday morning by members of a rival gang, the Red Command. Police say traffickers from the Red Command were attempting to seize control of the local cocaine trade.

Deafening volleys of automatic gunfire were captured on amateur video, filmed from apartment blocks surrounding the slum. One local newspaper declared it a “War in Rio” on its website.

“We were terrified,” Cristina Soares, a 17-year-old resident, told the Rio tabloid newspaper Extra as she fled the area yesterday. “The children were so scared they wanted to leave the house in the middle of all the shooting. Later on things are going to get even worse.”

Mario Vilson, another resident of the Morro dos Macacos, told the news website Terra he had been woken up by the sound of shooting. “This war has been going on for 20 years and will never end,” he said. “It’s very sad. I just don’t know when we will have peace.”

Hundreds of police officers descended on the area following the invasion. By Saturday night the death toll, including the two dead police officers, stood at 12 according to Rio’s security secretary José Mariano Beltrame. Five other officers had been shot and two slum residents injured, police said.


Favela residents were gathering their belongings and fleeing their homes while at least 10 buses were set on fire across town, causing close to £1m in damage according to one company.

“I saw two bodies lying in the street, surrounded by people,” said Douglas Engle, a photographer who was at the Morro dos Macacos. “Then a third body was brought down from the slum by police, wrapped in a hammock. People were standing around crying.”

In the most high-profile incident, the pilot of a military police helicopter was shot in the leg as he flew over the favela and the helicopter exploded in flames as it crash-landed on a nearby football pitch. Two of those on board were killed. It was the first time a police helicopter had been shot down in Rio.

Rio’s mayor, Eduardo Paes, said it was “inadmissible that Rio be confronted by delinquents in this way” and threw his weight behind police attempts to control the violence.

The head of the military police, Mario Sérgio Duarte, said the drug traffickers would “be the victims of their own choices”. “We have lost two professionals who dedicated themselves to the defence of the population. But we will not be motivated by revenge,” he added.

Oderlei Santos, spokesman for Rio’s military police, said: “Our operations will only cease when these criminals are captured, arrested or are killed in combat.”

Authorities cancelled all police leave and members of Rio’s civil police gathered at the police HQ in central Rio this afternoon. They were expected to occupy a number of favelas around the city. Tonight, military police were seen entering at least one slum controlled by the Red Command in Rio’s southern beach district.

The latest round of violence underlines the challenges local authorities face as they attempt to improve security before the city hosts the 2014 World Cup and the 2016 Olympics. Rio’s government has spent the past year expelling drug gangs and vigilantes from four slums and setting up “pacification” projects by which the slums are permanently occupied by police.

But the majority of the city’s favelas are still controlled by members of three drug factions, which possess an increasingly sophisticated arsenal, including anti-aircraft guns and automatic rifles, often sourced from inventory intended for the Bolivian and Argentinian armies and smuggled into Rio.

Faced with an increasingly well-armed enemy, Rio’s police are also investing heavily in military equipment. They now have a bulletproof helicopter, while local journalists wear bulletproof vests when working in the slums. Each year, Rio’s police kill around 1,000 people “resisting arrest”. Nearly 90 officers have been killed this year.

Santos promised that things would improve before the Olympics. “We have a lot of time before the World Cup and the Olympics and before then we will certainly arrest a lot of criminals,” he said.

sources:

www.folha.com.br

www.guardian.co.uk/world/2009/oct/17/rio-favela-violence-helicopter

www.telegraph.co.uk/news/worldnews/southamerica/brazil/6360717/Rio-de-Janeiro-drug-traffickers-shoot-down-police-helicopter.html

“Lula, o filho do Brasil” tem estréia marcada para janeiro de 2010

sábado, outubro 10th, 2009

www.nazen.tk |   10 de Outubro de 2009

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“Lula, o filho do Brasil” tem estréia marcada para janeiro de 2010

Lula, o filho do Brasil é um filme biográfico baseado na trajetória do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. Dirigido por Fábio Barreto, cineasta indicado ao Oscar por ‘O Quatrilho‘, o filme está previsto para estrear em toda América do Sul em janeiro de de 2010.

"Lula, filho do Brasil"

"Longa metragem que conta a história do presidente Lula tem estréia marcada"

Baseado no livro homônimo escrito pela jornalista Denise Paraná, o filme narra a história de Lula desde seu nascimento até a morte de sua mãe, quando, aos 35 anos, já um líder sindical, é  detido pela polícia política da ditadura militar.

O roteiro foi escrito por Paraná, Fábio Barreto e Daniel Tendler, enquanto o escritor Fernando Bonassi o aperfeiçoou.  O filme começou a ser rodado no final de janeiro de 2009 em Garanhuns, terra natal de Lula e após sua estréia em janeiro de 2010 será divulgado em festivais nacionais e internacionais. O filme, produzido por Luiz Carlos Barreto e Paula Barreto, pai e irmã do diretor Fábio Barreto, está previsto para ser o primeiro filme brasileiro a estrear simultaneamente em toda América do Sul.

Contexto histórico

A trajetória de vida de Lula coincide com vários aspectos marcantes da história do Brasil, motivo pelo qual Paraná decidiu escrever o livro, que é sua tese de doutorado em História pela Universidade de São Paulo (USP). Durante sua pesquisa para o livro, Paraná entrevistou Lula e várias pessoas ligadas a ele. De acordo com ela, enquanto ouvia os depoimentos de Lula, pensava consigo mesmo se tratar de “um roteiro de filme mal escrito, porque tudo se encaixa”.

Dentre os fatos da trajetória de Lula e da história do Brasil que se encaixam, de acordo com Paraná, estão a morte da primeira esposa dele por erro médico no parto na mesma época em que o Brasil detinha um dos maiores índices mundiais de morte no parto, a migração da família de Lula no momento em que o Brasil presencia sua maior onda de migração interna e o alcoolismo que marca o pai de Lula no período de maior incidência deste vício no Nordeste.

Comandando o país em uma das melhores fases do Brasil, o presidente Lula marca a história brasileira. Mas não será esta a história que será contada em Lula, filho do Brasil. O filme contará a vida de Lula em cinco fases distintas. Parte das gravações aconteceram em São Bernardo do Campo, onde Luiz Inácio virou líder sindical, e outra na cidade natal do atual presidente: Garanhuns, em Pernambuco.

O elenco é composto de nomes conhecidos do público e de anônimos. Glória Pires, que viverá a mãe de Lula, D. Lindú, vem com uma aparência mais envelhecida do que de costume. Já sua filha, Cléo Pires, interpreta a Maria de Lourdes primeira mulher de Lula. A primeira-dama Dona Marisa vem no rosto de Juliana Baroni e seu filho do primeiro casamento, antes de Lula, será vivido por Matheus Braga. Elogiado pel Rui Ricardo Diaz os nomes mais conhecidos, o ator novato fará o papel principal, de Lula, que será também interpretado por outros atores nas diferentes fases da vida do presidente. A produção do filme está orçada em US$ 15 milhões e seu lançamento deve causar polêmica, já que a estréia está prevista para 2010, ano de eleição presidencial.

Elenco

Rui Ricardo Dias        –               Luiz Inácio Lula da Silva (adulto)
Guilherme Tortólio  –               Luiz Inácio Lula da Silva (adolescente)
Glória Pires                 –               Eurídice Ferreira de Melo (Dona Lindu)
Lucélia Santos           –               Professora de Lula
Cléo Pires                    –               Maria de Lourdes da Silva
Juliana Baroni           –               Marisa Letícia Lula da Silva
Clayton Mariano      –               [Lambari]
Suzana Costa              –               parteira
Jones Melo                 –                vendedor
José Ramos                –               motorista de pau-de-arara

Assista o Trailer oficial do filme:

http://www.youtube.com/watch?v=zRUfdAI7u3g

Referências

http://www.entretendo.com/divulgadas-primeiras-imagens-de-lula-filho-do-brasil
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lula,_o_Filho_do_Brasil_(filme)

Pinhais sediará etapa regional da Confecom

quinta-feira, outubro 8th, 2009

www.nazen.tk  |  michele torinelli  |  http://miradas.soylocoporti.org.br/

Pinhais sediará etapa regional da Confecom

I Conferência Livre de Comunicação e Região Metropolitana acontece na próxima quarta-feira em Pinhais


Em preparação para as etapas estadual e nacional da Conferência de Comunicação (Confecom), eventos ocorrem em todo o Paraná no mês de outubro. Após a etapa de Curitiba, realizada no último dia 06, a região da capital contará com a I Conferência Livre de Curitiba e Região Metropolitana, em 17/10, no munícipio de Pinhais.

Participantes da I Conferência Livre de Comunicação de Curitiba.

Pela manhã, haverá mesa de debate com o tema “Democratizar as comunicações é necessário”, abrangendo os três eixos da Confecom – produção de conteúdo, meios de distribuição e cidadania: direitos e deveres. Os convidados são Mário Messagi Júnior, professor do Departamento de Comunicação da Universidade Federal do Paraná (Decom – UFPR); Carmelita Berthier, da Casa Brasil e Comissão Paranaense Pró-Conferência de Comunicação (CPC – PR); Elson Faxina, professor do Decom – UFPR e diretor de jornalismo da Rádio e Televisão Educativa do Paraná; e Laura Schuli, da Terra de Direitos e CPC – PR.

No período da tarde, a programação prevê a divisão dos participantes em grupos de trabalho, que debaterão e elaborarão propostas a serem aprovadas na plenária final. As resoluções consensuais serão encaminhadas para a Conferência Estadual de Comunicação, que acontecerá em Curitiba nos dias 06, 07 e 08 de novembro.

Etapa de Curitiba contou com mais de 80 participantes

O Centro Cultural dos Bancários foi palco de um debate amplo na noite do dia 06. O deputado estadual Professor Lemos (PT – PR) e o representante da Secretaria de Comunicação Social do Paraná Geraldo Serathiuk abriram o evento. Na sequência, iniciou-se a mesa de debate, que problematizou o cenário das comunicações.

Elza Oliveira, professora do curso de jornalismo da Universidade Positivo (Unicenp), apontou que as notícias internacionais são repassadas por um punhado de agências de notícias, assim como as nacionais. “Isso implica em hegemonia de pontos de vista – por isso a importância da regionalização, para que tenhamos várias versões e análises, a partir de diversos pontos de vista”, defendeu Elza.

Comissão Pró Conferencia de Comunicação - PR
Comissão Pró Conferencia de Comunicação – PR

Mário Messagi (UFPR), Aniela Almeida (Sindijor e CPC – PR) e Elza Oliveira (Unicenp) compuseram a mesa de abertura, que contou com a mediação de Silvana Prestes (Sindicato dos Professores do Paraná e CPC – PR).

No final, foi aprovada uma carta com deliberações da I Conferência Livre de Comunicação de Curitiba. “A sociedade exerceu seu direito de debater sobre a comunicação e conseguimos aprovar propostas que refletem a demanda de várias instâncias da sociedade”, acrescenta Aniela.

A partir da experiência de Curitiba, que contou com participação de mais de 30 entidades, Messagi está otimista em relação à etapa regional. “Acredito que a conferência em Pinhais superará qualquer momento anterior de discussão em âmbito local no que se refere às comunicações, em termos de participação e construção de propostas”, declara.

A I Conferência Livre de Comunicação de Curitiba e Região Metropolitana ocorrerá no dia 17/10, na Secretaria de Educação (Av. Iraí 696) às 8h, em Pinhais. Para quem é de Curitiba, um ônibus sairá do Sindijor (R. José Loureiro 211) às 7h.

http://proconferenciaparana.com.br/

Bancários chegam ao 15º dia de greve, enquanto banco registra recorde de venda de ações primárias

quarta-feira, outubro 7th, 2009

Bancários chegam ao 15º dia de greve, enquanto banco registra recorde de venda de ações primárias

www.nazen.tk  |  07 de Outubro de 2009

Bancários endurecem e greve continua

Bancários endurecem e greve continua

Santander levanta R$14,1 bi em IPO recorde no Brasil

A maior operação de estreia no mercado acionário brasileiro até então tinha sido a da VisaNet, de 8,4 bilhões de reais, no final de junho

07 de Outubro de 2009  |  REUTERS


O preço por unit (cada ação ofertada) do Santander Brasil na oferta pública primária do banco foi definido em 23,50 reais, no centro da faixa de estimativas de 22 a 25 reais por papel. De acordo com informações disponíveis no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a operação movimentou 14,1 bilhões de reais, para um total de 600 milhões de units. Confirmando as expectativas do mercado, trata-se da maior oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) da história da Bovespa.

A maior operação de estreia no mercado acionário brasileiro até então tinha sido a da VisaNet, de 8,4 bilhões de reais, no final de junho.

O banco espanhol Santander anunciou em meados de setembro os detalhes da planejada oferta de ações de sua unidade brasileira.

O lote inicial da oferta envolve 525 milhões de units, cada uma representando 55 ações ordinárias e 50 ações preferenciais. A operação contemplava também a possibilidade de um lote suplementar de até 75 milhões de units e outro adicional de 25 milhões de units, em caso de excesso de demanda.

Os papéis do Santander Brasil começarão a ser negociados em São Paulo e Nova York nesta quarta-feira, dia 7. Segundo a BM&FBovespa, às 10h30 ocorrerá o leilão de abertura de negociação da units, que serão negociadas sob o código SANB11.

A coordenação da operação é feita pela própria unidade brasileira do Santander, com apoio de Credit Suisse, Merrill Lynch e BTG Pactual.

A primeira grande aposta do Santander no mercado brasileiro aconteceu com a compra do banco paulista Banespa, quando de sua privatização no final de 2000. Em 2007, o banco adquiriu o ABN Amro Real, ampliando sua posição no país.

Nos seis meses encerrados em junho, a unidade brasileira do banco espanhol representou mais de 20 por cento do lucro líquido do grupo e 53 por cento do ganho na América Latina.

* Glossário: IPO >> Initial Public Offer (Oferta Pública Inicial de ações. Acontece quando da entrada de empresa de capital aberto em determinado mercado)